QUERO TRAGÉDIA, NÃO DRAMA
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
tenho uma úlcera na cabeça
ferida exposta a pensamentos
metralhadora de ideias
lesões gangrenas mucosas
saudades de ser calhau
pedra mármore de encontro ao muro
domingo, 17 de outubro de 2010
aborreço-me
enfastio-me desinteresso-me
quem decide faz necessariamente sorrisos forçados
e comentários sarcásticos
que irritam
acessórios usados
aborreço-me ao fixar pensamentos num caderninho
podem fugir
tal é o tédio
não suporto camas por fazer dá vontade de não ter lençóis nem mantas nem nada
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
os dias são sapatos escuros por engraxar
há
pára-quedas de seda
trampolins de pura lã virgem
e passadeiras de caxemira encarnada
escolher atalhos de polyester é apenas uma questão de estilo
terça-feira, 28 de setembro de 2010
agarra-me pelos cabelos
faz renda de bilros comigo
quero ser um bibelot em cima da tv
espojada num naperon
a olhar para ti
absorto
nas legendas que vês
tanto estrangeirismo num parágrafo dá para fingir estar longe daqui
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
habito os meus sonhos
de bibe
e panamá encarnado
o nome torto escrito a caneta de feltro
sempre memorizei as cores dos chapéus de sol
tenho miopia e medo de me perder
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
os dias são longos e nós cada vez estamos mais velhos
qualquer dia morremos.
(escrito num caderno meu aos 6 anos de idade, guardado pela mãe numa gaveta da sala)
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