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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


Bank, Bank,
You`re dead?
O capitalismo está em crise desde o início,
não é de agora.
Os profetas diziam que era o fim,
Marx pensou que era o fim,
Lenine pensou que era o fim,
Mao pensou que era o fim,
mas o capitalismo é plástico
e não pára de se transformar,
sobrevivendo, como um vírus.

in Bank, Bank, you`re dead? 

terça-feira, 20 de novembro de 2012


Bom, eu sei que praticamente não se nota, 
mas estou aqui a falar convosco, 
escalpada, esventrada, e não quero falar dos sentimentos, mesmo. Tenho uma ideia, 
a minha ideia é esta:
- o fim nunca chega cedo. 

in O Festim - do fim das coisas nada sabemos

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Foda-se, isto não é o fim, pá.
Isto é só uma profecia online, uma revelação.
Encarem esta merda como um after party.
Ponham os óculos escuros,
é preciso ter pedalada para aguentar o cataclismo.

in O Festim - do fim das coisas nada sabemos.



terça-feira, 6 de novembro de 2012


DANTE DIZ QUE O CÉU CONDENA:

A   I n c o n t i n ê n c i a

A   M a l í c i a

A   B e s t i a l i d a de


C a l a – t e,   D a n t e.

O  c é u  é   a p e n a s   ar.

P o d e m o s  m i j a r  c á  p a r a  b a i x o,

p a r a   c i m a   d o s   t e u s   t e x t o s.

S o m o s  p e r v e r s o s.

S o m o s   i n s a c i á v e i s.

S o m o s   h u m a n o s.


parte deste texto foi projectado in O Festim - do fim das coisas nada sabemos.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012


(fala para si próprio)

Põe os óculos escuros, cabrão, não vês que ainda ficas ceguinho,
já é de dia e tu `tás todo lost.
Assim é que é, vá aguenta-te,
tomar o pequeno almoço é coisa para meninos,
bebe mais um copo, escreve mais uma linha,
o que interessa é não começar amainar.
Oh yeah!
A festa só acaba quando nós quisermos.
Oh yeah! Confia em mim, im your brother.
`Tás a ouvir? Põe os óculos escuros, cabrão.






Não somos humanos,

ou então ser humano é isto,

uma bosta.

Não somos humanos,

somos monstros.

sábado, 6 de outubro de 2012

Imagina,
estás num túnel, apertado.
Não há luz, nenhuma, tens um isqueiro no bolso, mas não podes lá chegar, 
estás demasiado entalado e não consegues mexer as mãos.
Imagina, 
o túnel começa a encher aos poucos com água suja,
água do esgoto,
vais-te aguentando até ficares com um fiozinho de ar apenas.
Imagina, 
pões-te a imaginar que vais conseguir safar-te desta,
ainda não sabes como, 
mas vais safar-te,
imagina que o túnel, o esgoto, e toda a merda são a merda do onda parque,
e não tarda estás a deslizar,
não tarda estás a descer,
não tarda nadas noutra piscina, 
e tiras o isqueiro do bolso.


Cláudia Lucas Chéu