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sábado, 23 de janeiro de 2010


caminhar matinalmente, desde o cais do sodré até ao príncipe real, (subindo plas ruelas do bairro alto) é simplesmente encantador.
ao contrário das impressões peganhentas das idas nocturnas a estas zonas, à luz do dia vemos a sujidade, mas o bairrismo lisboeta de roupa estendida a cheirar a sabão, ganha protagonismo. é certo que (à semelhança da noite), recebemos uns piropos parolos (mas ao menos são sóbrios) de tipos agachados a olhar para o vazio e ouvimos uns berros entre as vizinhas, de resto, estes são os únicos riscos que corremos. ah, e ficamos com cãibras nas pernas por causa das subidas íngremes.
gosto do bairro alto de dia, mais que de noite. da lisboa suja nas paredes. suja por fora, explícita. ainda cheira a vinho entornado no chão, mas já se sente a fruta nas mercearias e o cheiro a mijo de cão. mais do que o de pessoa. e isso é bom.